Arboviroses e Sazonalidade


Doença transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, a chikungunya continua a se expandir em regiões de clima tropical e, independentemente das ações governamentais, sua incidência continua ampla, dadas as dimensões continentais de um país do tamanho do Brasil.

Até o dia 4 de dezembro deste ano, foram registrados 93,4 mil casos prováveis da doença, causada por um vírus e transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti.

A região Nordeste segue como a mais afetada, com uma incidência de 111,7 casos a cada 100 mil habitantes. Mas chama a atenção também o aumento de afetados em outras partes do país, como o Sudeste, que reportou 29,1 casos por 100 mil indivíduos.

Só em São Paulo, o número de afetados por chikungunya chega a 18,2 mil.

A chegada do verão e de dias mais quentes representam uma elevação ainda maior nos casos da doença ao longo das próximas semanas, considerando que a própria população permite a existência de FOCOS do mosquito com ÁGUA PARADA.

Os vírus transmitidos pelo Aedes têm uma característica sazonal, e há um aumento na frequência de casos no período das chuvas e do calor, que costuma propiciar um ambiente favorável à proliferação desses mosquitos.

Sociedade Brasileira de Infectologia

Infelizmente, se espera um aumento de casos de chikungunya para os próximos meses nos países de clima equatoria.

Uma doença onde as sequelas são regra, não exceção

Os médicos costumam dividir a chikungunya em três fases:

  • A primeira é a aguda, que dura até dez dias e costuma ser marcada por febre, fadiga e dores no corpo.
  • Na sequência, vem a fase subaguda, que se estende por até três meses. Nela, a febre deixa de ser uma preocupação, mas as dores podem se intensificar e atingir principalmente as articulações das mãos, dos pés, dos tornozelos e dos joelhos.
  • Por fim, mais da metade dos acometidos progride para a fase crônica, que também é marcada pelos incômodos nas juntas do corpo.

Pesquisas feitas na Índia, que também apresenta muitos casos de chikungunya, mostram que essa fase crônica pode persistir em alguns pacientes por até cinco anos.

Universidade Federal do Rio de Janeiro

E isso, claro, representa um tormento para os próprios indivíduos e para todo o sistema de saúde.

Durante os surtos, o impacto da chikungunya é muito grande. As unidades ficam superlotadas, com aumento da demanda de atendimento em mais de 100% nas unidades de pronto-atendimento.

E uma epidemia de chikungunya agora pode ter impactos ainda mais negativos, pois estamos com os profissionais de saúde saturados pelo trabalho extenuante da pandemia de Covid-19.

Como você deve ter percebido nos últimos parágrafos, a dor é a principal complicação da doença. O próprio nome dela, aliás, vem do maconde, uma das línguas faladas na Tanzânia, onde a primeira epidemia foi registrada no ano de 1953.

Neste idioma, a palavra chikungunya remete a “contorcer-se” ou “dobrar-se”, numa referência direta aos fortes incômodos que afetam as articulações e os músculos e fazem os pacientes ficarem encolhidos e prostrados.

E, apesar de a enfermidade ser conhecida há algumas décadas, ainda não se conhecem todos os mecanismos por trás de tanta dor, por meses ou, até, anos após a invasão viral.

“Em alguns indivíduos, é possível encontrar uma infecção residual no tecido que envolve as articulações. Em outros, todavia, não se observa mais tal incidência.

É possível que esse quadro tenha algo a ver com a resposta do sistema imunológico do paciente, que acaba ficando desregulado e prejudica o próprio corpo.

Sazonalidade

Em 2016 e 2017, grandes surtos de chikungunya foram registrados em Pernambuco, Paraíba e Ceará.

O Brasil experimentou uma forte epidemia de dengue entre 2015 e 2019, o que faz com que muita gente tenha uma imunidade alta contra essa moléstia agora. Algo parecido também aconteceu com o zika: o espalhamento muito rápido e amplo da doença pelo país a partir de 2015 reduziu o número de suscetíveis mais recentemente.

Diferentemente do que observamos com dengue e zika, a difusão dessa terceira doença pelo país ocorreu de maneira heterogênea. Ela se espalhou rapidamente pelo Nordeste, mas teve uma disseminação mais lenta do que o esperado nas outras regiões.

Vale notar que a elevação do numero de pacientes acontece no Nordeste, mas também começa a avançar por outros locais.

Em terras paulistas, por exemplo, a região da Baixada Santista acumula cerca de 97% dos casos registrados e que isso evidencia “um potencial de disseminação da doença para as demais regiões”.

O que fazer ?

Na visão dos especialistas, existem ao menos quatro grandes eixos estratégicos que podem ser reforçados para conter os casos de chikungunya nos próximos meses.

  • Testagem
  • Vigilância
  • Monitoramento dos indivíduos com suspeita de infecção
  • Oferta de tratamento de acordo com os sintomas

O GOVERNO FEDERAL vem se prontificando a combater este mal indesejado (e todos os demais) com todas as tecnologias e pessoal disponíveis ! Resta-nos saber se os GOVERNADORES DOS ESTADOS e PREFEITOS também o estão, dado os lamentáveis históricos de DESCASO das AUTORIDADES LOCAIS.

ESTADOS e MUNICÍPIOS são OBRIGADOS a reforçar as medidas para controlar o vetor da doença (mosquito Aedes). Isso envolve a aplicação de larvicidas e inseticidas, a criação de forças-tarefa para eliminar criadouros e o trabalho dos agentes de saúde e de endemias, que batem na casa das pessoas para passar as orientações de prevenção”, aponta o virologista.

A ciência também tem muito a contribuir com novas soluções contra a chikungunya, como tratamentos antivirais.

A inoculação da bactéria Wolbacchia no Aedes aegypti: Quando presente dentro desse mosquito, esse micro-organismo impede que os vírus da dengue, do zika, do chikungunya e da febre amarela urbana se desenvolvam, contribuindo para redução dessas doenças.

As pesquisas que avaliam essa estratégia estão em andamento em vários países (especialmente no Brasil) e trouxeram resultados promissores nos últimos meses.

IMPORTANTE DIZER QUE A POPULAÇÃO TEM QUE CUMPRIR O SEU PAPEL QUANTO À PREVENÇÃO, EVITANDO AO MÁXIMO, O ACÚMULO DE ÁGUA PARADA !!! Vale fazer o uso do repelente, que é efetivo para prevenir a picada do mosquito, que costuma estar mais ativo no início da manhã e no final da tarde, por exemplo.

Entre os possíveis depósitos, é importante checar desde objetos grandes, como piscinas e caixas d’água descobertas, até espaços mais apertados, como latas, tampas de garrafa pet, vasos de planta e os reservatórios de líquidos da geladeira e do ar condicionado.


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Nesta 1ª FASE DE IMPLANTAÇÃO, estaremos inaugurando nosso Projeto de Negócios a partir de nosso Estado. Nossa pretensão para a 2ª FASE é atuar em todo o NORDESTE e, na 3ª, nos demais Estados da Federação, por REGIÃO, a partir do SUDESTE, depois, o SUL e, em seguida, o CENTRO-OESTE e o NORTE.

Que Deus nos abençoe a TODOS !

SURGEAKI.C0M | E-Empreendedorismo

Publicado por Aldo Corrêa de Lima

Advogado; Bacharel em Teologia; Servo do Deus Altíssimo (Cristão Evangélico [Protestante] apaixonado pelas Sagradas Escrituras e pela Seara Divina); Conservador, Líder, Comprometido, Trabalhador, Honesto, Ético e Sonhador; Casado com Willyana Corrêa de Brito (esposa fiel; Fotógrafa; Agente Comunitária de Saúde; Crente e sedenta por servir a Deus; Sonhadora, Meiga, Amiga, Batalhadora).

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